22 de mai de 2018

Rupi Kaur e "O que o Sol faz com as flores"

Salve salve, negada bacana desse meu Braseeel! Tudo bem? O povo pediu, eu atendi: o post de hoje é para enaltecer o livro de Rupi Kaur. Ano passado, eu conheci a obra dessa indiana incrível e me apaixonei por seu modo tão singelo e profundo de escrever. Se em Outros Jeitos de Usar a Boca eu fiquei extasiada, ao ler "O que o Sol faz com as flores" eu apenas consegui chorar. 



Neste segundo livro, Rupi Kaur fala sobre processos e enfrentamentos que ora nos machucam, ora nos fortalecem. O livro é dividido em cinco partes: 

  1. Murchar
  2. Cair
  3. Enraizar
  4. Crescer
  5. Florescer


Em cada parte de "O que o Sol faz com as flores", Rupi Kaur nos mostra o quão importante é respeitar as nossas dores e,principalmente, o quão é importante o autoconhecimento e o amor próprio. Além disso, neste livro ela fala de uma maneira muito tocante sobre a nossa relação com as nossas mães, as diferenças geracionais entre pais e filhos, imigração (e as dificuldades de lidar com uma cultura totalmente diferente da sua) e empoderamento feminino. 

Seguem alguns poemas pra que você se apaixone por esse livro tanto quanto eu estou apaixonada! 

Capítulo "Murchar"

Capítulo "Florescer"

Capítulo "Murchar"

Capítulo "Enraizar"
Muitos poemas me emocionaram bastante! Rupi Kaur é aquela poetisa que fala de coisas tão pertinentes ao nosso universo de uma maneira tão simples que cada livro dela soa como uma conversa com uma amiga. Sabe aquela amiga que fala o que precisa ser dito sem perder a afabilidade? Ler Rupi Kaur é estar com uma amiga assim.

Recomendo!

E você, já leu "O que o Sol faz com as flores"? Deixe aqui o seu comentário.

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira
@modadenegona


18 de mai de 2018

Racismo na infância: como lidar?

Salve salve, negada! Essa semana, uma publicação bastante comovente e dolorida nos fez reviver a nossa infância. A empresária Ana Paula Xongani relatou em suas redes sociais uma triste situação racista vivida por sua filha de apenas 04 anos de idade. 


Ao ler o relato de Ana Paula, a gente se vê na pequena Ayo. Porque, infelizmente, o racismo mostrou a sua face para cada uma de nós ainda na infância. Quantas vezes fomos preteridas nas festas juninas? Quantas vezes a nossa cor e nossos traços foram alvos de piadas racistas no colégio? Não foram poucas, eu sei. 

Muitas vezes pensamos no racismo como algo que afeta os adultos, mas ignoramos (ou apagamos da nossa memória por questão de sobrevivência) que ele faz parte da nossa vida desde o começo. E talvez seja nessa fase - que deveria ser uma fase extremamente feliz - que já começamos a lidar com a nossa solidão. Muitas vezes, a solidão é a nossa defesa para lidar com os ataques racistas. 



Para nós, não há possibilidade de resgatar esse tempo. Somos adultos pagadores de contas e o tempo não volta. Mas, temos crianças ao nosso redor. Eu, como madrinha e tia de um monte de crianças lindas (o #ClubinhoDaTiaAnaLu), me vi no dever de fazer alguma coisa para garantir que meus afilhados e sobrinhos tenham uma infância mais feliz e menos racista. 

Eu e João, um dos membros fofos do clubinho
mais gostoso do Brasil, o #ClubinhoDaTiaAnaLu

É importante lembrar que o racismo no Brasil é estrutural e isso garante que ele funcione para quem se beneficia dele. As políticas de embranquecimento que existem desde o começo da nossa história faz com que tudo que esteja relacionado a negritude passe por constantes tentativas de apagamento. Nossas referências de beleza, ascensão social, intelectualidade - dentre outras coisas - são eurocêntricas. Então, já é de se esperar que em um país com um sistema racista,ser negro signifique ser um ato político, de resistência. 

Não é preciso listar aqui os inúmeros malefícios que o racismo causa (baixa autoestima, negação da própria identidade, dificuldade para se relacionar são alguns). Mas, quero deixar aqui algumas iniciativas que podemos (e devemos) ter para garantir que nossas crianças tenham uma infância mais feliz que a nossa. 

1 - Fale sobre as diferenças

Não somos iguais. Esse discurso de igualdade faz com que as particularidades e características étnicas sejam apagadas. Portanto, ao falar com as crianças sobre respeito, fale sobre as diferenças existente entre cada etnia. Isso contribui para que elas entendam o quão diverso é a sociedade que ela vive, além de garantir que ela comunique os pais  e se posicione diante de algum ataque racista - seja com ela ou algum colega. 

2 - Brinquedos e livros: grandes aliados

Uma das formas mais legais de falar sobre as diferenças e a importância do respeito são os brinquedos e livros. Atualmente existem várias coleções de histórias com personagens negros. Bonecas negras também são mais fáceis de serem encontradas em lojas de brinquedos e também na internet (alô, Era uma Vez o Mundo). Seguem algumas dicas de livros para ler com os pequenos:


A história foi escrita por Neusa Baptista Pinto e conta como 3 meninas negras e pobres encaram os ataques racistas que sofrem. A narrativa mostra também como elas aprenderam a se amar e se defender do racismo. 


Aqui, Ana Maria Machado conta a história de uma menina negra que desperta a admiração de um coelho branco que se esforça de todas as maneiras para ser como ela. Te soou familiar? É uma ótima forma de conversar com as crianças sobre autoestima. Tanto os brinquedos quanto as histórias ajudam a construir a identidade étnica das crianças. 

3 - Elogie e ressalte a beleza das crianças

Em um sistema em que a beleza, o sucesso, a intelectualidade e a afetividade estão intimamente atreladas a um padrão eurocêntrico, não deixe de elogiar as crianças negras. Fale o quanto elas são inteligentes, talentosas e bonitas. Dê a elas referências de profissionais negros, pesquisadores negros, artistas negros. A autoestima também é importante para que o racismo não destrua as vidas negras. 

Aos pais: atenção com as atividades escolares e com os livros que a escola dos seus filhos adotam. A própria Ana Paula Xongani relatou que a escola que Ayo estuda adotou um livro que tinha muitas conotações racistas. As denúncias de Ana Paula levaram a autora a retirar o livro de circulação. Lembre-se que eles são crianças e cabe aos adultos tomar atitudes pontuais diante de atividades racistas e preconceituosas. 

O terceiro episódio da websérie "Nossa Voz Ecoa" fala justamente sobre racismo na infância. Assista:


Espero que este conteúdo contribua para que nossas crianças tenham uma infância mais feliz. Que o racismo não destrua a infância de nenhuma criança. 

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira

16 de mai de 2018

Shonda Rhimes: a inspiração que você precisava para dizer sim!

Se você já assistiu Grey's Anatomy, Scandal ou How to Get Away with Murder, certamente você xingou esta mulher em algum momento. Conhecida por criar dramas aclamados pela crítica e pelos fãs, Shonda Rhimes faz das suas séries verdadeiros espaços para debater as mais variadas questões. Lgbtfobia, relações homoafetivas e interraciais, racismo, violência doméstica, aborto, acessibilidade, o pós guerra dos Estados Unidos são algumas destas questões. 

Shonda (de vermelho) com Ellen Pompeo, Viola Davis e Kerry Washington

Mas, hoje não quero falar sobre estas séries e sobre as inúmeras vezes que chorei assistindo Grey's Anatomy (uma das minhas séries favoritas). Quero falar sobre "O Ano em que disse sim", livro escrito por Rhimes e que é simplesmente aquele empurrão necessário pra gente tomar coragem e ir em busca dos nossos sonhos. 



Shonda Rhimes conta de maneira bastante intimista como uma simples fala de sua irmã a fez repensar o modo como ela lidava com a vida. "Você nunca diz sim para nada" foram as seis palavras que fizeram Shonda rever como ela encarava os desafios, como lidava com seus amores e até mesmo como encarava o próprio trabalho. 


Ao longo da narrativa é possível entender o quão poderosa é a palavra SIM. Mas, não pense que dizer SIM é algo fácil ou algo que pode ser feito de maneira irresponsável. Dizer SIM nos obriga a enfrentar nossos medos, nossos vilões internos, nossas crenças e valores. É um processo bastante transformador e muito intenso, acredite! Intenso até mesmo pra quem teve coragem de matar Derek e O'Malley (malditos episódios!). 

Normalmente, não sou uma pessoa que dá spoiler. Mas, vou colocar aqui alguns trechos pra que vocês vejam o quão maravilhoso é esse livro. Olhem só:

"Sonhos são lindos. Mas são apenas sonhos. Passageiros. Efêmeros. Lindos. Mas sonhos não se realizam apenas porque você os sonha. É o trabalho árduo que faz as coisas acontecerem. É o trabalho árduo que cria a mudança"
(Capítulo 05 - sim a dizer toda a verdade)

"Eu trabalho. Tenho um emprego.
Pessoas com empregos não costumam ter tempo para assar bolos. 'Mas ser mãe também é um emprego, Shonda'. Posso ouvir alguém lendo este livro e dizendo estas palavras agora mesmo. 
Sabe o que respondo a isso?
NÃO.
NÃO É.
Ser mãe não é um emprego.
Pare de atirar coisas contra mim. 
Sinto muito, mas não é.
Acho ofensivo para a maternidade chamar 'ser mãe' de emprego. 
Ser mãe não é um emprego.
Ser mãe é quem a pessoa é.
Ser mãe e quem eu sou. 
Você pode deixar o emprego. Eu não posso deixar de ser mãe. Sou mãe pra sempre. Mães jamais tiram folga, mães jamais tiram férias. Ser mãe nos redefine, nos reinventa, nos destrói e reconstrói. (...) Ser mãe arranca nossos corações dos corpos e os prende a nossos minúsculos humanos, e os lança no mundo, para sempre reféns".
(Capítulo 06 - Sim a se render à Guerra das Mães)

"Comecei a pensar que somos espelhos. O que você é se reflete de volta para você. O que vê em si mesmo, pode ver nos outros, e o que outros veem em você, podem ver em si mesmos. 
Isso é profundo.
Ou é burro."
(capítulo 10 - sim, obrigada!)

Quem é Shonda Rhimes?


Nascida em Illinois (Chicago), Shonda Rhimes é uma autora fodástica! Roteirista, produtora e cineasta formada em Dartmouth e pós graduada em Cinema, Rhimes é a mente brilhante a frente de Grey's Anatomy, Scandal, Private Pratice, How to get away with Murder e The Catch. Além disso, é fundadora da produtora Shondaland - lugar onde vive com suas três filhas: Harper, Emerson e Beckett. Capricorniana (informação importante para quem é louca dos signos) e fã de Game of Thrones, Shonda é a filha caçula de uma família de 6 irmãos. 

E você, já quer comprar esse livro sim ou com certeza?

Que este livro inspire você assim como me inspirou.

Até mais!

AnaLu Oliveira
@modadenegona 

9 de mai de 2018

Você tem cuidado de si mesma?

Salve salve, negada bacana! Vamo bater um papo sério aqui. Me respondam com sinceridade: quando foi a última vez que você fez algo legal por si mesma? Quando foi a última vez que você declarou o seu amor por essa mulher fodástica que você é? Quando você disse SIM pra você mesma? 



Uma das coisas que percebi com a terapia (inclusive, um dia ainda terei coragem para publicar o que já escrevi sobre este processo) é que me neguei muitas vezes a prazeres simples. Fui negligente comigo em muitos aspectos. E o que ganhei com isso? Saúde indo pro espaço, a cabeça com mil fitas, emocional abalado e várias relações abusivas. Muitas vezes a gente acha que olhar pra si é egoísmo. Não é, nunca foi e nunca será. 

É muito comum nós, mulheres negras, acreditarmos na ideia de que precisamos ser fortes o tempo todo. Fruto desse maldito racismo estrutural que sustenta a nossa sociedade, a crença de que somos fortes (muito fortes) nos faz com que neguemos o autocuidado e até mesmo, destrua a nossa autoestima. E isso não é legal. 

E quando falo de cuidados e prazeres negados, não falo de luxo nem de passeios caríssimos (até porque, eu mesma não consigo bancar isso para mim mesma #realidades). Então, resolvi reunir aqui pequenas demonstrações de afeto e cuidados que podem contribuir com a mudança da sua relação consigo mesma. 


1 - Prepare um café da manhã bonito para você


Com a vida corrida e agitada, a gente se alimenta com muita rapidez sem nem ao menos prestar atenção no que come. A Preta Rara (deusa linda!) sugeriu isso dias atrás: escolher um dia da semana para preparar um café da manhã. Arrumar a mesa, usar os talheres bonitos, colocar uma música legal e preparar tudo com todo o carinho do mundo! Afinal, você está com a melhor companhia do mundo: você mesma!

2 - Tome um banho mais demorado


Calma, não é pra acabar com a água do planeta na hora do banho. Mas, já parou pra pensar no quanto é possível relaxar num banho e por diversas razões, a gente não faz? Sinta a água cair no seu corpo, esvazie a sua mente. Ou se preferir, aproveite para fazer aquela performance no banho. Solte a Beyoncé que tem dentro de você!

3 - Se admire no espelho


Você já olhou para si mesma? Você já admirou a imagem maravilhosa que surge no espelho quando você está diante dele? Vai sair para o trabalho? Para encontrar o crush? Para se divertir com os migos e migas? A ocasião é o que menos importa. O que importa mesmo é você olhar no espelho e admirar a mulher incrível, fodona, linda e poderosa que está ali! Se olhe sem críticas, se olhe com admiração! 

Vale destacar que estas dicas são voltadas para autocuidado e são dicas de alguém que está em busca do amor próprio. Se o seu caso requerer ajuda profissional, não hesite em pedir ajuda,tá? O importante é ficar bem, negada!

Me conte nos comentários o que vocês pensam sobre o assunto! Não esqueça de compartilhar com a sua amiga que precisa de um up no astral.

Até mais!

AnaLu Oliveira

7 de mai de 2018

Dear White People: nova temporada com a qualidade de sempre!

Salve salve, negada! Como estão as coisas por aí? Em maio do ano passado, eu estava neste post aqui maravilhada e surtada com a série Dear White People. E agora, cá estou em maio novamente surtando com esta mesma série! Apesar da Netflix não fazer o anúncio que esta série merece, a segunda temporada está disponível na plataforma desde o dia 04/05. Como boa fã, já comecei a maratonar desde então. 



Se na primeira temporada, o racismo e demais questões ligadas a negritude foram narradas como histórias de cada personagem, na segunda temporada é possível ver os impactos disso tudo no aspecto coletivo. Nessa temporada, a saúde mental e o ataques virtuais também entram na trama e ganham uma abordagem bastante tocante, que convida o telespectador a refletir sobre o quanto os discursos de ódio adoecem a nossa sociedade.



Além disso, a necessidade de rever as nossas ações políticas enquanto negros também é destaque. Outra questão que merece destaque é como o racismo beneficia a população branca e a importância de rever os próprios privilégios em uma sociedade com bases preconceituosas, especialmente racistas.

A questão da escravidão e os seus respectivos impactos nos dias atuais também são abordados nesta série. A série narra como os negros que foram escravizados lutaram contra a opressão nos Estados Unidos e quais foram as suas formas de lutar para fazer valer a liberdade. 

Diferente da primeira temporada, esta me fez chorar. A relação da Sam com o Papa White foi muito tocante e abordou com muita astúcia a miscigenação e o colorismo. São 10 episódios fodásticos, com boas doses de ação e reflexão. Eu não vou falar mais porque se tem uma pessoa que odeia spoiler sou euzinha. 


Mas, deixo aqui a dica: assistam Dear White People! Divulguem entre os amigos. E que venha a terceira temporada! Quero ver Sam White e toda a União dos Alunos Negros (UAN) se formar em Winchester. 


E você, já assistiu a segunda temporada de Dear White People? O que achou? Conte aqui nos comentários! Compartilhe este conteúdo com os amigos 😉

Até mais, negada!

AnaLu Oliveira

21 de mar de 2018

Sobre o Dia Internacional de Combate a Discriminação Racial e a nossa luta diária da nossa existência

Hoje é 21 de março, dia em que a ONU escolheu como o Dia Internacional de Combate a Discriminação Racial. Hoje também completa uma semana que Marielle Franco foi brutalmente executada. Não é uma data para ser celebrada, mas para lembrar a luta daqueles que nos antecederam. 21 de março é dia de olhar nossa trajetória enquanto pessoas negras em uma sociedade racista e reconhecer o quanto lutamos, o quanto ainda temos que lutar. 


Dados do Atlas da Violência no Brasil atestam que ser negro por aqui não é fácil. A cada 23 minutos, um negro morre em nosso país. Todos os meses, 63 negros morrem em virtude do racismo e da violência. Dos 30 mil jovens assassinados no Brasil, 77% deles são negros. Mas hoje, eu não quero falar com negros e negras - já que vocês, assim como eu, sabem sobre tais dados tão bem quanto eu. Hoje, quero falar com quem não é negro. Com quem tem privilégios sociais. Pra quem não faz parte dessas lamentáveis e dolorosas estatísticas. 


É difícil (muito difícil) lutar todos os dias. Sair de casa com medo de ouvir palavras que nos dilaceram, ter dedos apontados para nossos traços - e que nos conectam aos nossos ancestrais. É foda ver que desde antes de nascermos, a nossa existência é combatida. Sim, não há outro termo que defina melhor o que sofremos todos os dias: existência combatida. Crianças, adultos, velhos...em todas as etapas da vida humana, sofremos algum tipo de violência por sermos negros. Apenas por existir!



Não existe "branco pobre também é preto" ou "branco de alma negra". Porque, negro rico não é branco e alma não tem cor (e se tiver, quem se importa). O racismo faz parte da nossa vida, não porque aceitamos, mas porque tem uma sociedade inteira que insiste em fazer dele um instrumento de opressão. Nós seguimos resistindo. Nós seguimos morrendo. 


Hoje é 21 de março. Lembremos dos 69 negros mortos na manifestação de Shaperville na década de 1960. Lembremos de Zumbi dos Palmares, de Dandara, de Tereza de Benguela. Lembremos de Marielle Franco. Lembremos dos nossos. Lembremos daqueles que deram passos antes de nós. Isso nos dará força para seguir com a nossa luta. E a vocês, privilegiados, repensem suas atitudes. Você pode não ter sangue negro nas veias. Não queira tê-lo nas mãos. 

Repense suas atitudes. Reconheça seus privilégios. Escute e respeite a nossa luta. Ser negro vai muito além de ouvir rap ou ter um dread. Ser negro é um ato político! É resistência.

#MariellePresente
#DigaNãoAoRacismo
#JuventudeNegraQuerViver

Com esperança,

AnaLu Oliveira

26 de fev de 2018

O que dizer sobre Pantera Negra?

Salve salve, negada! Como vocês estão? Bom, pelo título do post, já tá claro que eu vou falar sobre o melhor filme do ano e da vida: PANTERA NEGRA! 


Antes de mais nada, quero dizer que podem ficar tranquilas porque não darei nenhum spoiler. Mas, se você não assistiu esse puta filmaço, vou listar aqui alguns motivos para que você vá agora para o cinema!

1 - As mulheres de Wakanda




Se você pensa que em Wakanda as mulheres são secundárias, você está muito enganado. Lugar de mulher é onde ela quiser e em Wakanda estes lugares são os espaços da ciência, da luta armada e das missões exteriores. As mulheres são fortes, guerreiras, inteligentes e atuantes nos mais variados espaços. 



Não se destacam pela hipersexualização de seus corpos ou por suas relações amorosas - algo presente nas narrativas produzidas em Hollywood, nas novelas e em nosso cotidiano. Elas são fodásticas por serem quem são! Eu ameeei essa parte.

2 - Berço da tecnologia e do respeito às tradições



A gente vê sempre os países africanos nas telas como regiões de pobreza, subdesenvolvimento e economia falida. Wakanda mostra justamente o contrário: um país com um estruturado centro tecnológico e com uma economia independente. Isso sem desrespeitar as suas origens e suas tradições. A coração do rei é uma prova de como as tradições são importantes para o povo de Wakanda. 

3 - O que você faz para combater o racismo?


Killmonger e T'Challa tem discussões que nos chamam para refletir sobre nossas ações em prol do combate ao racismo. Wakanda é um país que protege os seus, somente os seus. Já Killmonger vem de uma comunidade negra dos Estados Unidos. As conversas entre esses personagens são bastante interessantes. Vou me abster aqui para não dar spoiler.

4 - Figurinos



Se cada vez que eu pensei "puta merda, que roupa linda!", tivesse caído 1 centavo na minha conta do Adsense, eu estaria milionária! Os figurinos são lindos demais, muito mesmo. É de babar mesmo. 

Vale dizer que as cenas de ação são eletrizantes! Vale ainda dizer Michael B.Jordan é meu mozão (eu tô muito apaixonada por esse homem).



Por este e outros motivos, Pantera Negra é um filmaço pra se assistir muitas vezes! Representatividade importa. E só sabe disso quem nunca se sentiu representado por homens que usam cuecas por cima da calça. Pantera Negra é nosso herói, T'Challa é nosso rei! Wakanda é a nossa terra prometida!

Wakanda Forever!



AnaLu Oliveira